Gestação espontânea após tentativa de fertilização in vitro


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Sempre tive o sonho de ser mãe. Estava num relacionamento sério há 3 anos e decidimos juntos que seria a hora de começarmos as tentativas. Não havia tanta pressa, acreditávamos que uma hora, o positivo chegaria. E foram 2 anos de tentativas, fiz minha bateria de exames e levei para meu médico. Nada de errado comigo. Estava na hora então de investigar o meu companheiro. Foi constatado que ele tinha baixa produção de espermatozoides e a qualidade dos mesmos não era boa. Como fiz acompanhamento pela UBS, meu médico me deu encaminhamento para o Centro de Reprodução Humana, do Hospital das Clínicas de São Paulo. Ele falou que naturalmente não seria possível engravidarmos.

Marquei todos os procedimentos, pensei que demoraria um ano para o início do tratamento. Mas após 3 meses, entraram em contato. Passamos por uma bateria de entrevistas com psicólogos e médicos. Meu companheiro sempre junto, em todos os momentos. Afinal, ele queria muito ser pai. Marcamos então o espermograma e coleta de espermatozóides, para começarmos as tentativas (que seriam apenas duas, já que estava tentando em um hospital público e sem custo algum).

Durante a coleta dos meus óvulos, tive uma arritmia cardíaca. Nosso sonho teve que ser parado por um momento, para que eu fosse avaliada por um cardiologista. Mas nada de errado comigo, isso foi resultado do momento de ansiedade em que estávamos vivendo. Em dezembro de 2015, retomamos o tratamento e o embrião seria implantado. Mas não foi dessa primeira vez que o procedimento foi bem sucedido.

A ansiedade aumentava, afinal, teria que partir para a segunda e última tentativa (gratuita). Já sabia que talvez fosse minha última tentativa, afinal, não teria como arcar com os custos desse procedimento no particular. Desapeguei um pouco, era período de festas.

Curti bastante, passeei com meu companheiro. Curtimos o carnaval. Voltei até a fumar nessa época, tamanho desapego. A nossa última tentativa seria em maio de 2016 (e a volta do tratamento seria só em março ou abril). Ficar pensando nisso só nos faria mal.

Então, quando foi em janeiro, menstruei. Não um fluxo normal, pois tinha feito um tratamento com hormônios para a fertilização. Em fevereiro, não veio a minha menstruação. Continuei pensando que havia uma desordem hormonal devido ao tratamento. Deixei passar uns dias, nada de menstruação.

Comprei um teste de urina e deixei para fazê-lo só na manhã seguinte. Fiz o exame: POSITIVO. Meu milagrinho estava chegando. Corri para acordar o papai e dar a notícia. Ele comemorava comigo, eufórico!

Quando estava marcado o nosso retorno para a segunda tentativa, fui com meu exame do laboratório positivo em mãos no Centro de Reprodução Humana do Hospital das Clínicas. Falei para eles que quando chega a hora de Deus, tudo acontece.

Que apesar de tantas palavras negativas, que seria impossível engravidar naturalmente, eis que surge um lindo milagre em nossas vidas. Maria Luiza estava à caminho... nossa tão sonhada menininha. Conto pra vocês sobre minha gestação na próxima publicação.

Beijinhos!

5 Respostas

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Selo +1
Linda história, e Maria Luiza corresponde toda nossa alegria !
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Selo +2
Que história maravilhosa, Jana!

Maria Luiza está aí para provar que sonhos viram realidade!

Beijinhos e parabéns!
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Selo +1
Que linda sua história!! 😍
Meu marido tem o mesmo diagnóstico. Temos três filhos, gerados naturalmente. Quando é pra ser, não tem jeito!
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Selo +1
O nosso tempo muitas vezes não é o tempo de Deus. O tempo de Deus é perfeito assim como essa princesa que chegou na vida de vocês pois ela veio no tempo de Deus. Muitaaaa saúde e amor.
DEUS ABENÇOE

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